O Sesc Gama recebe, nos dias 19, 20 e 21 de março, o espetáculo O Labirinto de Vidro, do Grupo Pele. A montagem de dança contemporânea combina movimento, acrobacia de solo, tecido aéreo e trilha sonora autoral para provocar reflexões sobre inquietações da vida atual.
Com concepção, direção artística e coreografias de Carlos Guerreiro e Catherine Zilá, a obra se inspira nas angústias vividas durante o isolamento social de 2020.
Sem revisitar diretamente o trauma da pandemia, o espetáculo propõe uma reflexão sobre temas que se intensificaram nesse período, como a distorção da realidade, o distanciamento de si e as prisões invisíveis que criamos.
O labirinto surge como metáfora da própria existência, representando caminhos, dúvidas, buscas e o medo de encarar a própria imagem. A proposta é convidar o público a um mergulho interior, estimulando o reconhecimento pessoal ao longo desse percurso simbólico.
Integrando o projeto Pele em Trânsito, a montagem conta com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC) e incentivo do SESC + Cultura. Em cena, a linguagem mistura dança contemporânea, improviso e acrobacias, criando uma experiência sensorial e subjetiva. O tecido aéreo assume papel central, funcionando como elemento cênico e extensão do movimento, ampliando sensações de fuga, encontro e transformação.
A trilha sonora original de Diogo Vanelli e a cenografia de Daniel Massayoshi dialogam diretamente com os intérpretes, contribuindo para a construção da atmosfera. Música, luz e cenário atuam como personagens fundamentais na narrativa.
As apresentações no Sesc Gama marcam o encerramento da circulação do projeto, que levou quatro espetáculos a diferentes espaços do Distrito Federal. Para o grupo, a conclusão representa realização e reconhecimento, consolidando a proposta de levar arte e provocar diferentes sensações no público.
A sinopse reforça o convite à reflexão: em um labirinto de múltiplas possibilidades, somos feitos de desejos, vazios e movimentos, sempre diante do desafio de reconhecer a nós mesmos.
Sinopse
Um labirinto, múltiplas imagens, um infinito de possibilidades. Quem somos? Onde estamos? Quais as prisões dentro das nossas liberdades, ou as liberdades dentro das nossas prisões? Somos vários dentro de um só. Somos desejos e vazios. Somos movimento em diferentes pulsos e intensidades. O labirinto toma vários significados, o vidro reflete aquilo que mais tememos: a nossa própria imagem.

