O sonho petista de um “Lula 4” está desmoronando em tempo real diante dos números das pesquisas realizadas neste início do ano eleitoral de 2026.
O que era para ser uma marcha triunfal rumo à reeleição do presidente virou um pesadelo de números desfavoráveis, principalmente agora com o “Lulinha”, filho do presidente, tragado para o olho do furacão da CPMI do INSS.
Vamos por partes. Na quarta-feira (25), a Atlas/Bloomberg já deu o primeiro soco: empate técnico absoluto no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL) com 46,3% contra 46,2% de Lula (PT).
Um décimo de ponto separando os dois, mas o recado foi claro: o mito da invencibilidade lulista rachou. O petista, que já liderava com folga, agora patina na lama da rejeição.
Já o golpe de misericórdia veio hoje, sexta-feira (27), com a Paraná Pesquisas, instituto respeitado e nada alinhado ao bolsonarismo.
Pela primeira vez na série histórica do levantamento, Flávio aparece numericamente à frente de Lula no segundo turno: 44,4% contra 43,8%.
O simbólico empate técnico é devastador: o filho do ex-presidente preso ultrapassa o atual ocupante do Planalto, invertendo a narrativa que o PT tanto martelava de “Lula imbatível”.
E isso tudo aconteceu no calor do carnaval, quando o governo achou que poderia surfar na folia.
Nos bastidores do petismo do Distrito Federal, há um reconhecimento de que a homenagem política realizada pela escola de samba Acadêmicos de Niterói ao presidente Lula foi um equívoco.
A população brasileira interpretou-a como uma campanha política antecipada, custeada com milhões de reais provenientes do governo federal. A imagem de Lula despencou junto com o mulungu do enredo.
Os petistas ainda se apegam à tábua de salvação da ampliação da isenção do Imposto de Renda para até dois salários mínimos, prevista para os meses de março e abril. Pensam que isso vai mudar o jogo.
No entanto, outra porrada aconteceu. A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, suposto sócio oculto do “Careca do INSS”, o lobista que roubou milhões de aposentados e pensionistas.
O filho do presidente agora está na mira, com suspeitas de repasses milionários e ligações diretas com o esquema bilionário.
Pode ser um enterro definitivo do “Lula 4”. O recado das pesquisas de 2026, ha sete meses das eleições de outubro é cristalino: Lula está caindo do alto do mulungu que ele mesmo plantou.



