O concurso anunciado pela Câmara Legislativa, com previsão de 86 vagas foi suspenso nesta quinta-feira pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal. A ação cautelar provisória apontou uma série de irregularidades na contratação da Fundação Carlos Chagas (FCC) para aplicar a prova. A Câmara Legislativa tem cinco dias e a FCC se manifestem sobre os problemas apontados pelo Ministério Público de Contas
Segundo o Ministério Público, o processo de seleção da FCC não seguiu “critérios objetivos imprescindíveis para a escolha do fornecedor dos serviços”, e tem indícios de “violação aos princípios da transparência e isonomia”.
O MP justifica ainda que a contratação dos 86 servidores efetivos também poderá trazer “impactos orçamentários e financeiros para os anos de 2019 e 2020” e aponta “aparente vinculação” do certame com a Operação Panoptes, que executou mandados de prisão preventiva no DF na última semana.
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Operação “Panoptes”
De acordo com a Polícia Civil, os integrantes da quadrilha presa no último dia 21 pretendiam fraudar o concurso da Câmara Legislativa do Distrito Federal. A informação foi descoberta a partir da interceptação de conversas da quadrilha, que planejava o esquema para dezembro – provável data de realização da prova. O concurso está marcado para o dia 10 de dezembro.

