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Radar Político/Opinião Por Toni Duarte Por dentro dos bastidores da política brasiliense.

O ASSUNTO É

Porrada e calote: era assim que PT e PSB tratavam professores do DF

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O movimento paredista anunciado para esta segunda-feira, 02 de junho, tinha somente o fito eleitoreiro de uma disputa interna da categoria pelo comando do Sindicato dos Professores–Sinpro-DF, disputado pelas várias correntes do PT do Distrito Federal.

A convocação de greve uma semana antes do pleito ocorrido no dia 29, com cobranças de reajuste ao governo do DF, não passou de uma convocação para estimular os professores a votar.

Dos 60 mil professores da rede pública de ensino do DF, somente 10.611 atenderam à convocação para enganar os trouxas.

Com 58,03% dos votos, a Chapa 1 (Mais Lutas, Mais Conquistas) venceu as eleições do Sinpro-DF para o triênio 2025–2028.

A Chapa 2 – Alternativa–Unificando Oposições ficou em segundo lugar, com 28,26% dos votos, enquanto a Chapa 3 – MUP Reconstrução do Sinpro alcançou a terceira posição, com 13,71%.

Tudo saiu perfeito. A estratégia dos chamados “líderes sindicais”, que não trabalham, mas recebem salários, funcionou para eleger seus aliados, manipulando professores com a falsa promessa de uma paralisação.

Não há motivos para cruzar os braços. O sindicato não está a fim de desafiar uma decisão judicial que lhe impõe o pagamento de uma pesada multa de 1 milhão de reais diários por descumprimento da decisão. A justiça também decidiu pelo corte dos pontos dos professores faltosos. 

Como tem gente abestada neste mundo. Até mesmo no meio dos professores. Agora vamos aos fatos.

Sem diálogo, os governos de Agnelo (PT) e Rollemberg (PSB), este último, “o pior governo da história do DF”, tratavam professores em greve na base da chibata, botinadas, gás e cassetetes da polícia e ainda por cima tinham que engolir o choro.

O calote dado às categorias de servidores públicos foi a marca deixada por Rodrigo Rollemberg, como ocorreu em 2016 sobre a última parcela do reajuste dos 153 mil servidores públicos locais, que deveria ter sido depositada em 2016.

O reajuste, uma conquista das 32 categorias do funcionalismo, garantida em lei, em 2012, instituída por Agnelo, que queria se reeleger e não conseguiu em 2014, deixou a dívida para o seu sucessor.

O governo Rollemberg que incorporou o mote de “O Estado Sou Eu”, tratou os pobres docentes na base da porrada no meio da rua. O reino de Rollemberg durou somente quatro anos.

Como Agnelo, ele também foi derrotado nas urnas em 2018 por um candidato desconhecido, sob a égide da bandeira popular de “Rollemberg Nunca Mais”.

Ao deixar o Buriti, em janeiro de 2019, o governo de Rodrigo Rollemberg, autoproclamado socialista, acumulou um calote de mais de R$ 1 bilhão contra os servidores públicos. Além disso, deixou a saúde pública em colapso, com hospitais sucateados e na UTI.

O governo também comprometeu gravemente a educação e a segurança, abandonando o Distrito Federal com uma herança maldita de R$ 7,7 bilhões, considerado o maior rombo financeiro da história da capital federal.

Para completar a tragédia, o Rodrigo Rollemberg deixou também uma cidade aos pedaços. A situação mais emblemática foi a queda do viaduto do “Eixão”, transformado em uma montoeira de ferros retorcidos no centro da capital federal.

A chave mudou com Ibaneis Rocha. O calote contra as categorias trabalhadores do poder público começou a ser sanado em 2022.

Em julho do ano passado, Ibaneis concedeu um reajuste linear de 18% aos servidores. O aumento foi para os servidores ativos, aposentados e pensionistas da administração direta do Distrito Federal.

O reajuste concedido pelo governador do DF foi bem maior, comparado aos que foram dados pelo presidente Lula, que propôs 9% em 2025 e 3,5% em 2026 para servidores federais.

Como se vê, o governador Ibaneis Rocha, além de transformar todo o DF com centenas de obras por todos os lados e cuidar da população mais necessitada com dezenas de programas sociais, também trata os servidores públicos de uma forma geral com melhoria salarial.

A sua alta popularidade lhe trouxe uma reeleição no primeiro turno da disputa em 2022 e faz dele o maior líder político da história de Brasília com capital eleitoral para se eleger senador da República em 2026 e fazer a sua sucessora Celina Leão no Buriti.

A greve anunciada pelo sindicato petista dos professores do DF com o propósito de prejudicar milhares de estudantes teve o condão político eleitoreiro com o fito de perpetuar sindicalistas que ganham sem trabalhar e que usam os pobres e desavisados docentes como massa de manobra.

Nesta segunda-feira, dia 2, que seria o início da greve ilegal, não tem mais motivo de ser.

*Toni Duarte é jornalista e editor/chefe o Radar-DF, com experiência em análises de tendências políticas e comportamento social da capital federal. Siga o #radarDF

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