O ex-governador Agnelo Queiroz, preso nesta manhã de terça-feira, teve dificuldades de controlar a crise de choro no momento da sua condução coercitiva cumprida pela Polícia Federal. O ex-governador petista foi levado para a carceragem da PF no Setor Policial Sul de Brasília, o mesmo destino do também ex-governador do DF, José Roberto Arruda e do ex-vice governador Tadeu Filippelli
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s 6 horas desta terça-feira (23) a Polícia Federal com seus 80 policiais, divididos em 16 equipes, dava o start para operação “Panatenaico”, que cumpriu 10 mandados de prisão temporária, 3 de conduções coercitivas e 15 mandados de busca e apreensão. As medidas judiciais partiram da 10ª Vara da Justiça do DF e as ações ocorrem em Brasília.
Mas foi no endereço do ex-governador Agnelo Queiroz (PT), na QI 17, do Lago Sul, bairro nobre de Brasília, que a Policia Federal passou mais tempo com a sua missão por causa do recolhimento de muitos documentos. O ex-governador de Brasília entrou em desespero e foi difícil conter o choro, segundo informações obtida pelo Radar.
Agnelo, Arruda e Filippelli que tiveram mandados de prisão temporária por cinco dias na carceragem da Policia federal não sabem ao certo Se retornarão para suas casas após esse prazo ou se permanecerão presos por mais dias em decorrência de uma possível prisão preventiva.
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A operação é baseada em delação premiada da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. De acordo com as investigações, o superfaturamento na construção chega a quase R$ 900 milhões — com custo previsto de R$ 600 milhões, o estádio saiu a R$ 1,575 bilhão ao fim de 2014. Trata-se da arena mais cara de toda a competição.
A renovação da arena seguiu modelo diferente ao dos outros estádios da Copa do Mundo do Brasil, financiados por dinheiro público, com empréstimos do BNDES. Na arena de Brasília, os aportes vieram da Terracap — companhia estatal do DF com 49% de participação da União — embora a companhia não tivesse essa operação financeira prevista entre suas atividades. Sem estudos prévios de viabilidade econômica do Mané Garrincha, a Terracap encontra-se em estado de iminente falência.
Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham realizado um conluio e simulado etapas das da licitação. A operação também mira agentes públicos, construtores e operadores de propina que atuaram durante três gestões do governo do Distrito Federal.

