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Preconceito impede diagnóstico precoce, alerta Shirley Pontes

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Durante uma palestra nesta terça-feira (12) no Rotary Club Brasília-Norte, a médica gerontóloga Shirley Pontes disse que o preconceito que afeta a maioria dos homens ainda é a grande barreira que impede o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

“Infelizmente, essa barreira cultural ainda existe, embora a maioria das pessoas possa dizer que não tem esse problema. No entanto, a maioria dos homens não procura um médico. “Isso torna ainda mais difícil para aqueles que necessitam do SUS, já que enfrentam uma longa espera e acabam desistindo”, disse.

A médica especialista em câncer de próstata e outras doenças que afetam os idosos disse que centenas de pessoas morrem anualmente no Brasil porque ignoram a necessidade de ir ao médico para evitar a doença que se espalha de forma silenciosa.

Segundo ela, o machismo e a falta de informação são os principais fatores que causam muitas mortes.

“A campanha de conscientização para o combate ao câncer de próstata, muitas vezes, se torna uma piada entre os homens sobre a importância do toque retal, um exame de rotina que avalia a saúde da próstata”, apontou.

A médica sustenta que é necessário realizar campanhas de conscientização contínuas para combater o preconceito equivocado em relação ao toque retal.

A palestrante também mencionou que, nos últimos dez anos, a medicina avançou no tratamento da enfermidade.

“Existem bloqueadores hormonais que podem ser aplicados no início. Em termos de cirurgia, houve um aumento no número de médicos que estão fazendo a cirurgia robótica em Brasília. Brasília tem isso, mas não é atendida pelo SUS nem mesmo é coberta pelos planos de saúde, só particulares. Mas é sem dúvida o recurso mais eficiente que existe”, afirmou.

Para o presidente do Rotary Club Brasília-Norte, Afonso Gomide, a palestra de Shirley Pontes despertou o interesse para o diagnóstico precoce do câncer de próstata, que é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil.

Ele disse ao RadarDF que o seu clube aproveitou o “outubro rosa” e o “novembro azul” para trazer um tema que, nos últimos anos, tem despertado a atenção dos rotarianos.

”As palestras da doutora Shirley Pontes, que é uma especialista, ajudam os rotarianos a explicar melhor para as comunidades assistidas pelo clube”, destacou Gomide.

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