Quem vale mais para um partido: um deputado federal ou um deputado distrital? Esse foi o argumento que teria sido levantado pelo deputado federal Rafael Prudente (DF) ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), em um encontro reservado na semana passada.
Rafael Prudente, que já presidiu a legenda no Distrito Federal, foi deputado distrital e presidente da Câmara Legislativa por dois mandatos.
Na época de sua posse, a cerimônia contou com a presença do ex-presidente da República José Sarney, do presidente do MDB Nacional, Romero Jucá, e do ex-senador Valdir Raupp.
Com essa articulação, Prudente “tomou” o partido do ex-deputado Tadeu Fillipelli, que, por sua vez, havia tomado anos antes do ex-governador Joaquim Roriz.
Em 2022, Rafael Prudente se elegeu deputado federal, integrando a bancada emedebista na Câmara com outros 43 deputados.
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Apesar de seu peso político, ele perdeu o controle do partido no DF para o deputado distrital Wellington Luiz, atual presidente do legislativo local.
Wellington Luiz pretende estender seu mandato como presidente do MDB até as eleições de 2026, quando seu atual mandato termina no dia 19 de agosto do próximo ano.
Contudo, Rafael Prudente se antecipou e começou a pressionar a direção nacional para retomar o controle do MDB no DF.
Caso Prudente consiga reaver o comando do partido, o cenário político de 2026 pode sofrer mudanças radicais em seus mais variados aspectos.
O movimento do deputado federal passou a ser um dos fatos mais importantes a ser observado com atenção tanto pelos partidos da base aliada do governo local quanto pelos partidos de oposição.



