A segunda fase da Operação Sistema descobriu que um morador de rua, que também é dependente químico foi usado como laranja em um esquema milionário para lavar dinheiro. De acordo com a Polícia Civil do DF (PCDF), o crime é proveniente da venda de cocaína, traficada em vários estados do país.
A ação foi executada nessa segunda-feira (25), pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). A investigação é focada na rede criminosa, que contava com empresas fantasmas e movimentações financeiras, percorrendo contas abertas em nome de terceiros.
Dentre as descobertas, a polícia identificou duas empresas fantasmas, que teriam sido abertas em Planaltina (DF). Elas integravam um espécie de “pool”, que lavava dinheiro do tráfico de todo o Brasil, inclusive de favelas cariocas.
Os investigados tinham o DF como base do esquema, e também utilizaram uma estrutura desenvolvida por um bando de Minas Gerais. O esquema foi desarticulado pela Polícia Civil mineira, durante a Operação Washing, no ano passado.
A empresa recebeu R$ 3 milhões de outras fantasmas, em nome da vítima. Cerca de R$ 70 mil também foram enviados para a firma, por um traficante de Formosa (GO), preso por organização criminosa e envolvimento com o Comando Vermelho.
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As contas abertas em nome do homem em situação de rua do Distrito Federal eram operadas por pessoas que cuidam de um mercado em Planaltina. Segundo a vítima, ele conheceu os proprietários por meio de um contador.
Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão. Além do bloqueio de 14 contas bancárias, foram apreendidos documentos, bens de luxo como relógios Rolex e quatro veículos.

