Foi indiciado por homicídio, o policial militar que atirou e matou um adolescente de 17 anos, em Samambaia, no Distrito Federal, em janeiro deste ano.
O jovem estava na carona de uma motocicleta no momento do tiro. O resultado do inquérito da Polícia Civil foi divulgado nessa segunda-feira (25). O inquérito será enviado à Justiça do DF.
De acordo com apuração da 26ª DP, foram ouvidas 16 pessoas durante a investigação, “entre testemunhas e envolvidos”, além de analisados laudos de perícia e provas “de caráter técnico- cibernético”.
A Polícia Civil diz que “a tese de legítima defesa levantada pelo policial militar restou afastada, diante do farto conjunto probatório apontando em sentido contrário”.
O nome do militar não foi divulgado pela PM. Agora, a corporação aguarda para saber se o Ministério Público vai ou não oferecer denúncia à Justiça.
- PF pede vídeos originais da PM sobre operação com 120 mortos no Rio
- STJ rejeita prova com IA e fixa precedente inédito na Justiça em ação penal
- Venda só pela internet de jogo Flamengo x Corinthians no DF gera apuração
- Réu é condenado por espancar criança e tentar matar o tio; pegou 26 anos
- Tribunal de Justiça do DF dá posse a aprovados em concurso público
O adolescente morreu na tarde de 28 de janeiro, após ser atingido por um tiro disparado por um policial militar. Segundo a PM, o jovem “fez menção de sacar uma arma da cintura”. O caso foi na quadra 609, em Samambaia Norte.
Segundo a PMDF, o condutor da moto havia furado um bloqueio, montado pelo Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRV), na via de ligação entre Ceilândia e Samambaia.
“A ordem foi ignorada e o condutor acelerou para cima da guarnição. No mesmo momento o garupa da motocicleta fez menção de sacar uma arma da cintura, momento em que um dos policiais atirou. Só assim o condutor obedeceu a ordem de parar a motocicleta”, informou a Polícia Militar.
O adolescente que estava na garupa morreu ao dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia. A arma era um simulacro de arma de fogo.

