Após o Banco de Brasília (BRB) enfrentar consequências de operações ruins com o extinto Banco Master, surge uma articulação preocupante que vai muito além de questões técnicas ou regulatórias.
O PT do Distrito Federal, em sintonia com o presidente Lula, vem orquestrando movimentos que podem levar à total quebradeira de uma instituição, patrimônio do Distrito Federal.
No centro dessa sórdida trama está o ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, usando o CNJ para fazer o “trabalho sujo”.
O cenário é claro: tribunais de Justiça de vários estados (Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e o próprio DF) tinham migrado suas folhas de pagamento e depósitos judiciais para o BRB, por meio de licitações transparentes.
São recursos que dão liquidez e estabilidade ao banco público. Agora, Mauro Campbell determina que esses tribunais prestem esclarecimentos urgentes sobre esses depósitos.
Pressão velada? Coincidência? Ou parte de um plano maior? A pergunta que não quer calar é: o que Mauro Campbell tem a ver com isso?
Por acaso o CNJ, órgão de controle interno do Poder Judiciário, virou regulador do mercado financeiro? O Banco Central existe exatamente para fiscalizar instituições como o BRB.
O CNJ tem competência para interferir em contratos de gestão de folha e depósitos judiciais de forma a ameaçar a sobrevivência de um banco?
Ou será que o corregedor, nomeado por Lula e com forte ligação ao PT, age na expectativa de um “favor” futuro, quem sabe uma vaga no STF onde o presidente possui tentáculos?
O BRB não está de braços cruzados. Já apresentou ao Banco Central um plano concreto de recuperação, incluindo proposta de pagamento ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), venda de ativos, captação de recursos e medidas para recompor o patrimônio.
É uma instituição que gera emprego, financia o desenvolvimento local e serve aos servidores do DF há décadas.
Mas, em vez de apoio, recebe pressão externa que pode acelerar sua sangria. Outra pergunta incômoda: por que deputados e senadores do Distrito Federal se prestam a esse papel sujo?
Alguns parecem ajudar a cavar a cova do BRB ao alimentar narrativas de federalização ou até liquidação. Essa movimentação cheira a ajuste de contas político.
O PT nunca engoliu o BRB como banco forte do DF. Lula, que nomeou Campbell e mantém forte influência sobre o CNJ, vê na crise uma oportunidade de enfraquecer um reduto que não lhe pertence.
Enquanto isso, o banco luta pela sobrevivência, o FGC é acionado em escala recorde por causa do rombo do Master (não criado pelo BRB, mas herdado), e servidores, aposentados e o tesouro local ficam reféns.
Não é defesa cega de gestão passada nem negação da crise. O rombo existe e precisa ser equacionado com responsabilidade. Mas é preciso denunciar quando o combate ao problema vira pretexto para destruição premeditada.
O BRB não pode ser sacrificado no altar de ambições políticas ou de uma suposta “federalização” que, na prática, significaria o fim da autonomia financeira do Distrito Federal.
A sociedade brasileira, especialmente os brasilienses, merece respostas claras. Quem ganha com a liquidação ou federalização de um banco público?
Enquanto essas perguntas não forem respondidas com transparência, resta a suspeita: há quem queira ver o BRB quebrar não por incompetência técnica, mas por conveniência política.
Isso, sim, é o verdadeiro escândalo que merece repúdio público. O BRB não é de partido nenhum, é do povo do Distrito Federal.
Defender sua sobrevivência não é defender a economia real e a independência federativa.



